sábado, 19 de fevereiro de 2011

Linha rara - MG


A Miastenia Gravis (MG) é uma doença autoimune associada a uma perturbação da transmissão neuromuscular. Tem uma prevalência estimada entre 100-150/milhão/ habitantes, estimando-se que em Portugal existam 1000 a 1500 doentes, com uma incidência média de 21 novos casos por milhão de habitantes.
O diagnóstico de Miastenia Gravis autoimune é feito com base clínica, sendo confirmado através de dados: imunológicos (pesquisa anticorpos contra receptores de Acetilcolina, pesquisa de anticorpos anti-MuSK e pesquisa de anticorpos anti-musculo estriado e anti-titina); electrofisiológicos e farmacológicos (testes de Tensilon).
A classificação mais utilizada data de 1958; no entanto, a subjectividade clínica desta escala levou a uma nova proposta de classificação pela Task Force of the Medical Scientific Advisory Board of Myasthenia Gravis Foundation of America – MGFA. Esta proposta aborda diferentes vertentes: apresentação clínica, quantificação de severidade de doença e definições de respostas à terapêutica. A classificação da MGFA engloba: classificação clínica; sistema de Score quantitativo de severidade de doença (QMG Score); Status terapêutico (terapêuticas usadas e respostas); Classificação de timectomia e classificação de Mortalidade e Morbilidade. Tem como objectivo principal melhorar e uniformizar as informações clínicas em doentes com MG.
A Miastenia Gravis é uma doença com curso variável, podendo ter uma evolução benigna ou em alguns casos severa e fatal. Actualmente existem algumas terapias “seguras” eficazes para a sua abordagem. O tratamento, podendo ter regras gerais de actuação, não deixa de ter um carácter individualizado, ou seja, deve ser adaptado a cada doente ou situação particular e de acordo com o médico assistente e o doente.
No tratamento de MG devemos considerar 2 tipos de abordagens: as medidas gerais e o tratamento farmacológico (sintomático e imunológico).
 * Autores: Dra. Ana Martins & Dra. Teresa Coelho (2006). * Fonte: Excertos de Recomendações Terapêuticas em Doenças Neuromusculares. SPEDNM – Sociedade Portuguesa de Estudos de Doenças Neuromusculares

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Um comentário:

Anônimo disse...

Bruna continuo a felicitar-te pelo conteúdo riquissimo deste blog.. com imensa informação util e tb um espaço de partilha para quem se possa sentir incompreendido. mt obrigada mais uma vez!
neste momento a m luta é mais contra as instituições portuguesas, que se recusam a fazer valer direitos no mundo laboral que nos sao reconhecidos, como por exemplo faltar ao trabalho pelo tempo necessario para as consultas e tratamentos. em portugal esxite uma lei que diz que a pessoa pode faltar "pelo tempo estritamento necessario", sem delimitar tempo, desde que traga justificaçao do medico.. e as entidades patronais, incluindo o proprio estado (funcao publica) passou a exigir um atestado medico para esse fim, pk assim ja passamos a descontar 1/6 do nosso vencimento. Por isso Bruna, para além de me ter tornado socia de vairas associações de deontes para podera dar voz a quem nao tem, tb sempre que posso lhes digo que nao me venham com hipocrisias, nao me venham com democracias que vivme de "dias": dia do doente, dia da doença rara, dia do idoso, dia da criança..pk todos eles merecem respeito no dia a dia nao num dia unico e folclorico do ano..
desculpa bruna mas doi mt.. e mais ainda qdo temos um chefe a desvalorizar a doença, ou melhor quase que a desconfiar da veracidado do que dizemos, apelidando-a de "algo esquisito"..
bjs
MCC Portugal