quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Miastenia Gravis no InfoEscola

A miastenia grave, ou miastenia gravis, é uma doença auto-imune caracterizada pelo surgimento de episódios de debilidade muscular como resultado de uma anormalidade no funcionamento da junção neuromuscular. Nessa doença, o sistema imune produz anticorpos que atacam os receptores localizados no lado muscular da junção neuromuscular. Os receptores lesados são os que recebem impulso nervoso por meio da ação da acetilcolina, que é um neurotransmissor.

Não se conhece ainda o episódio desencadeante que faz com que o organismo produza anticorpos que atacam receptores da sua própria acetilcolina. Todavia, a predisposição genética conta muito no surgimento dessa anomalia. Como os anticorpos são circulantes, a mãe pode transmiti-los para o feto através da placenta. Isso resulta na miastenia neonatal, caracterizada pelo surgimento de debilidade muscular no recém-nascido, desaparecendo poucos dias, ou semanas, após o nascimento.

A miastenia grave costumar atingir mais mulheres do que homens e, normalmente, começa por volta dos 20 a 40 anos de idade, mas pode surgir em qualquer idade. Os sintomas mais comuns são fraqueza das pálpebras (ptose), fraqueza da musculatura ocular (estrabismo), o que resulta em visão dupla (diplopia) devido, fraqueza excessiva de determinados músculos após o exercício. Em cerca de 40% dos pacientes portadores de miastenia grave, os músculos oculares são acometidos desde o início e, com o passar do tempo, pode chegar até 85% dos pacientes. A fadiga muscular pode progredir para os músculos da deglutição (disfagia), fonação (difonia), mastigação ou dos membros.

A crise miasténica acomete, aproximadamente, 10% dos pacientes com essa doença, iniciando-se com dificuldade na respiração, que não responde à medicação e precisar ser hospitalizado para assistência respiratória. Alguns fatores podem desencadear essa crise, como: estresse emocional, atividade física, infecção, menstruação, gravidez, reação adversa a certos medicamentos, acidentes, entre outros.

O diagnóstico é feito através do histórico clínico e dos sintomas apresentados pelo paciente, especialmente quando os músculos da face são afetados. Já que os receptores de acetilcolina estão bloqueados, os fármacos que aumento a quantidade de acetilcolina podem ser usados para a realização de um teste que costuma confirmar o diagnóstico. O fármaco utilizado com maior freqüência como prova é o endrofónio. É administrado por via intravenosa, levando a uma melhora temporária da força muscular. Existem também outras provas de diagnóstico, como medir a função dos nervos e da musculatura por meio de um electromiograma e fazer análise sanguínea na busca de anticorpos para a acetilcolina. Algumas pessoas com miastenia grave apresentam um tumor no timo, que pode levar à disfunção do sistema imunitário, este é revelado através de uma tomografia axial computadorizada ao tórax.

O tratamento pode ser medicamentoso e/ou cirúrgico. O primeiro é feito com fármacos que reduzem a ação da enzima que degrada a acetilcolina na placa motora, a colinesterase. Genericamente, são denominados medicações anticolinesterase. A queda da degradação da acetilcolina faz com que esta atue por mais tempo, fazendo com que a transmissão neuromuscular seja mais fácil. Em indivíduos com miastenia grave generalizada é indicada a cirúrgica, é feita por meio da remoção do timo (timectomia). Aproximadamente 50% dos pacientes podem ter remissão ou melhoras significativas quando realizado esse procedimento.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Miastenia_grave
http://www.manualmerck.net/?id=96&cn=898
http://www.tuasaude.com/miastenia-grave/
http://www.nee.ueg.br/seer/index.php/movimenta/article/viewFile/173/156

5 comentários:

Raquel Ribeiro disse...

Oi Bruna !!!
Parabéns pelo Blog...Está cada vez melhor!
Admiro mto sua iniciativa de trazer tanta informação sobre a doença. Com certeza ajuda mta gente !!!

Respondi uma msg sua recentemente...Até enviei uma foto de minha bebê q agora está com 2 aninhos... Vc recebeu?

Bjks da Raquel.

ESTER** disse...

eu tenho todos os sintomas da miastenia gravis,fiz um axame de sangue,deu negativo,eh normal dar negativo esse tipo de axame?o medico acredita que eu tenho mistenia, eu fiquei confusa,sera que existe uma esplicaçaõ logica para dar negativo um exame que deveria ser a confirmaçao de uma doença grave e que tem que ser tratada corretamente,confesso to com medo,nao sei oque fazer.me explique.quando vcs dizem;o diagnostico para miastenia gravis eh dificil.oque significa?
meu nome eh Ester

Renata Millem disse...

Olá Bruna,
Sou meastenica conheci seu blog e fiquei encantada, e muito emocionada com a forma e o interesse com que lida com tudo isso. Parabéns!!!
Sei que deve ser muito dificil receber tantos depos trites e por vezes desesperados mas sua atenção me parece estar sendo muito importante para essa galera toda.
Então muita força para vc!!!
Se achar pertinente divulagar meu depo fique a vontade, talvez seja importante divulgar uma história de resignação... como a minha...
Um grande abraço e muita força para vc !!!
Renata Millem




Nasci em 1974, portanto atualmente tenho 36 anos, sou arquiteta e decoradora, portadora de MG há 26 anos e levo uma vida normal...
Eu tinha apenas 10 anos de idade quando os sintomas começaram e diferente de muitos depoimentos a evolução da MG em mim foi estonteantemente rápida.
Dia 1º de dezembro de 1984 eu não tinha nada... dia 20 de dezembro, já não mastigava, não enxergava direito, já não brincava e escovar os dentes ou pentear os cabelos eram uma tortura.
Se atualmente o diagnóstico é difícil imaginem em 1985...
Peregrinei em todos os médicos da minha cidade (Cabo Frio- Região dos Lagos- RJ) e para todos, eu nada tinha. Chegaram a cogitar uma encenação psicológica para chamar a atenção de meus pais... nossa... como sofri com isso....
E no silencio do meu quarto, à noite, imobilizada, eu rezava para que alguém por fim descobrisse o que era aquilo.
Foi quando um amigo de família que é psiquiatra e pai de uma amiguinha da época me viu sentada no chão tentando equilibrar minha Barbie.
Ele correu para meu pai e disse: - Essa menina tem alguma coisa grave... eu não sei o que é... mas ela tem... corre com essa menina pro Rio.
Salvou minha vida.
Já cheguei ao Rio de Janeiro com dificuldades de respirar, não conseguia andar e engolir era tarefa praticamente impossível.
Mais um anjo caiu na minha vida.
Ao subir o elevador de um grande prédio no Rio, onde ficava localizada a sede do plano de saúde do meu pai, que se dirigia para lá desesperado por uma indicação médica, encontramos no elevador com um neurologista maravilhoso, que ao me olhar pediu uma ambulância imediatamente, me medicou com corticóides e disse aos meus pais que precisava apenas de alguns exames, mas que acreditava ser caso de MG.
Fui internada na Beneficiênci Portuguesa, no dia 05 de janeiro, e depois da peregrinação de exames que já conhecemos, entre dolorosos e angustiante... principalmente para uma criança (tinha 10 anos!!!) fui operada (Timectomia), mas infelizmente minha MG não cedeu.
Confesso que tive um inicio meio complicado, amava os esportes e eles ao mesmo tempo significavam crise.
Tive que aprender a viver sem eles, e foi muito difícil, na ocasião, fazia balet, vôlei, tênis e capoeira, nada mais podia praticar.
Mas hoje sou uma pessoa feliz... realizada profissionalmente, casada, tenho uma filha linda de 09 anos que graças à Deus nunca demonstrou nenhum sintoma, comprovando a defesa de que não há hereditariedade.
Tive uma gravidez tranqüila, levo uma vida normal, me cuido, não tenho crise há mais de três anos e agora entendo que as crises estão diretamente ligadas ao meu sistema nervoso.
Hoje pratico meditação e trabalho com espiritualismo oriental.
Desejo que todos alcancem a paz que consegui alcançar com estes 26 anos de MG, e que acreditem que, como na vida nada é por acaso, todos precisamos aprender algo com nossas limitações e aceitá-las com resignação e fé.
Talvez a MG seja uma excelente oportunidade de rever conceitos, e evoluir enquanto ser humano, dando valor as coisas certas.
Muita força e luz à todos!!!
Renata Millem

Adriano da Silva - disse...

Gostei muito do seu espaco, copiei algumas coisas no meu http://adrianomath.blogspot.com , mais mencionando a fonte e claro.
Espero que vc fique cada vez melhor.

Amira Cristina disse...

Li muita coisa em seu blog, vejo o quanto é interessada em ajudar as pessoas. Você conhece a auto-hemoterapia? então pesquise quem é Dr Luis Moura, médico maravilhoso e que com certeza vai te surpreender com esse tratamento. Leia tudo o que puder sobre a auto-hemoterapia no google, tem até DVD e depois divulgue em seu blog. Tudo de melhor para você e seus seguidores.